O acidente de avião da Boeing, ocorrido em março de 2019, chocou o mundo. O voo da Ethiopian Airlines caiu pouco depois de decolar, matando todas as 157 pessoas a bordo. O acidente seguiu-se de outro acidente com o mesmo modelo de avião da Boeing, o 737 MAX, six meses antes, quando um voo da Lion Air também caiu pouco depois de decolar, matando 189 passageiros e tripulantes. Desde então, a Boeing tem enfrentado uma investigação incansável sobre o que levou a esses desastres.

A consciência sobre a segurança dos aviões é fundamental, uma vez que os passageiros colocam a sua vida nas mãos da tripulação e dos fabricantes de aeronaves. Depois que os acidentes da Lion Air e da Ethiopian Airlines foram associados ao modelo 737 MAX da Boeing, os reguladores em todo o mundo suspenderam os voos do MAX, enquanto as investigações estavam em andamento. A situação apresentou várias questões importantes.

Em primeiro lugar, o modelo 737 MAX, que a Boeing lançou em 2017, é uma versão atualizada do 737. A atualização foi projetada para ser mais eficiente em termos de combustível, maior e mais rápida. O 737 é o avião mais vendido da história, pois é usado por muitas companhias aéreas para voos regionais e de curta distância. A Boeing, portanto, tem muita pressão para continuar atualizando o modelo para atender às necessidades dos clientes.

No entanto, a rapidez na atualização do modelo 737 MAX pode ter sido um problema. As investigações revelaram que a Boeing tentou cortar custos e evitar o treinamento de pilotos, introduzindo um novo software chamado MCAS (Sistema de Aumento de Características de Manobra). O software foi projetado para corrigir um problema que a Boeing sabia desde 2017, que poderia fazer com que o nariz da aeronave se levantasse muito rapidamente e levasse ao risco de queda.

O software MCAS, no entanto, era falho. Os acidentes da Lion Air e da Ethiopian Airlines mostraram que ele operava erroneamente, empurrando repetidamente o nariz da aeronave para baixo e fazendo com que as tripulações de voo perdessem o controle. Um relatório preliminar indicou que a Ethiopian Airlines tentou seguir as instruções recomendadas pela Boeing quanto ao desligamento do software, mas que os pilotos não conseguiram recuperar o controle da aeronave.

Desde então, a Boeing está trabalhando incansavelmente para corrigir os problemas com o software MCAS. A empresa já produziu uma atualização, órgãos reguladores no mundo todo testaram a nova atualização e, em seguida, permitiram que os aviões do modelo 737 MAX voltassem a voar. Além disso, a Boeing disse que agora irá fornecer treinamento aos pilotos no software MCAS ao invés de evitar o mesmo para reduzir custos.

O que aconteceu com os acidentes da Lion Air e da Ethiopian Airlines foi uma tragédia inimaginável para todas as famílias das vítimas e é um lembrete sério do que pode dar errado quando a segurança é comprometida. A Boeing está tomando medidas para garantir que seus aviões sejam seguros e que eles nunca mais passem por acidentes como esses. Para os passageiros que confiam suas vidas à Boeing, isso é um alívio muito necessário.